PIEP – 25 anos a ligar conhecimento à indústria
(English Below) 🇵🇹
No mais recente destaque de David Zamith, é assinalado um marco relevante: 25 anos do PIEP, uma entidade que se consolidou como uma das principais pontes entre a academia e a indústria em Portugal.
Desde a sua origem, o PIEP nasceu com um propósito muito claro: responder às necessidades reais das empresas através do conhecimento técnico e científico. Hoje, esse propósito traduz-se numa infraestrutura sólida, numa rede alargada de parceiros e, sobretudo, numa capacidade comprovada de transformar ideias em soluções com impacto industrial.
Mais do que acompanhar a evolução do setor, o PIEP tem sido parte ativa na sua transformação.
⚙️ Da investigação à aplicação real
Num contexto onde a inovação é frequentemente discutida, mas nem sempre aplicada, o percurso do PIEP demonstra algo essencial: a inovação só cria valor quando chega ao chão de fábrica.
A ligação entre investigação, desenvolvimento e aplicação prática exige mais do que conhecimento técnico. Exige compreensão dos processos industriais, proximidade com as empresas e capacidade de adaptação às suas realidades específicas.
É precisamente nesta interface que o PIEP se posiciona, encurtando distâncias entre o laboratório e a produção, e contribuindo para que novas tecnologias deixem de ser promessas…e passem a ser soluções implementadas.
♻️ Sustentabilidade como eixo de evolução
A sustentabilidade deixou de ser um tema paralelo. É hoje um dos principais motores de decisão na indústria.
A abordagem do PIEP, refletida em iniciativas como Sustainable Plastics, mostra que a resposta não está apenas na reciclagem, mas numa visão mais ampla: repensar materiais, redesenhar produtos e integrar a circularidade desde a fase de conceção.
Isto implica trabalhar em vários níveis em simultâneo, desde matérias-primas alternativas até ao design orientado para a reciclagem, criando soluções que são não só mais sustentáveis, mas também mais eficientes e competitivas.
🧠 Quando a superfície passa a pensar
Um dos pontos mais interessantes abordados por David Zamith é a evolução da impressão serigráfica funcional, que está a redefinir o papel da própria superfície nos produtos industriais.
Tradicionalmente associada à componente gráfica e estética, a serigrafia assume agora uma nova dimensão: torna-se um meio de integração de funcionalidades.
Como destaca Eng.ª Sílvia Cruz, esta evolução permite desenvolver superfícies que combinam design e tecnologia, incorporando sensores, comandos táteis, feedback háptico e até componentes eletrónicos diretamente na peça.
A superfície deixa de ser passiva… e passa a ser ativa.
🚗 Uma nova geração de produtos industriais
Os desenvolvimentos na área de IME (In-Mold Electronics) são um reflexo claro desta mudança de paradigma.
Estamos a falar de componentes que integram múltiplas funções numa única peça:
👉 interação direta com o utilizador
👉 substituição de botões físicos por interfaces táteis
👉 integração de eletrónica sem necessidade de cablagem adicional
👉 maior liberdade no design e na estética
O impacto vai muito além da tecnologia.
Traduz-se em produtos mais leves, mais fiáveis, mais eficientes e com uma experiência de utilização mais intuitiva.
É uma evolução silenciosa, mas estrutural:
a indústria deixa de montar sistemas complexos… e passa a integrar inteligência nos próprios materiais.
🤝 Inovação que se constrói em conjunto
Na Ruy de Lacerda, acompanhamos de perto esta evolução, porque reconhecemos que a inovação não acontece de forma isolada.
Ela nasce da colaboração entre entidades como o PIEP, da visão de pessoas como David Zamith e do trabalho técnico de equipas como a liderada por Eng.ª Sílvia Cruz.
Mais do que tecnologia, o que está em causa é a capacidade de ligar conhecimento, processo e aplicação real.
Porque no final, é essa ligação que transforma potencial em valor.
E é aí que a inovação deixa de ser discurso… e passa a ser realidade. 🚀
🇬🇧
🔬 25 years connecting knowledge to industry
In a recent feature by David Zamith, an important milestone is highlighted: 25 years of PIEP, an organisation that has established itself as one of the key bridges between academia and industry in Portugal.
From the very beginning, PIEP was founded with a clear purpose: to respond to the real needs of companies through technical and scientific knowledge. Today, that purpose is reflected in a solid infrastructure, a broad network of partners, and, above all, a proven ability to transform ideas into solutions with real industrial impact.
More than simply following the evolution of the sector, PIEP has been an active part of shaping it.
⚙️ From research to real-world application
In a context where innovation is often discussed but not always implemented, PIEP’s journey demonstrates something essential: innovation only creates value when it reaches the factory floor.
Bridging research, development and practical application requires more than technical expertise. It demands a deep understanding of industrial processes, close collaboration with companies, and the ability to adapt to their specific realities.
It is precisely at this intersection that PIEP operates, shortening the distance between laboratory and production, and helping new technologies move beyond promises… and become implemented solutions.
♻️ Sustainability as a driver of evolution
Sustainability is no longer a parallel topic. It is now one of the main decision drivers in industry.
PIEP’s approach, reflected in initiatives such as Sustainable Plastics, shows that the answer does not lie in recycling alone, but in a broader vision: rethinking materials, redesigning products, and embedding circularity from the very beginning.
This requires working on multiple levels simultaneously, from alternative raw materials to design for recycling, creating solutions that are not only more sustainable, but also more efficient and competitive.
🧠 When surfaces start to think
One of the most interesting points highlighted by David Zamith is the evolution of functional screen printing, which is redefining the role of the surface itself in industrial products.
Traditionally associated with graphics and aesthetics, screen printing is now taking on a new dimension: becoming a platform for functional integration.
As highlighted by Eng. Sílvia Cruz, this evolution enables the development of surfaces that combine design and technology, integrating sensors, touch controls, haptic feedback, and even electronic components directly into the part.
The surface is no longer passive…it becomes active.
🚗 A new generation of industrial products
Developments in the field of IME (In-Mould Electronics) clearly illustrate this shift in paradigm.
We are talking about components that integrate multiple functions into a single part:
👉 direct user interaction
👉 replacement of physical buttons with touch interfaces
👉 integration of electronics without additional wiring
👉 greater freedom in design and aesthetics
The impact goes far beyond technology.
It translates into lighter, more reliable and more efficient products, with a more intuitive user experience.
It is a quiet but structural shift:
industry is moving from assembling complex systems… to integrating intelligence directly into materials.
🤝 Innovation is built together
At Ruy de Lacerda, we closely follow this evolution, recognising that innovation does not happen in isolation.
It is driven by collaboration between organisations such as PIEP, by the vision of people like David Zamith, and by the technical expertise of teams such as the one led by Eng. Sílvia Cruz.
More than technology, what truly matters is the ability to connect knowledge, process and real-world application.
Because in the end, it is this connection that turns potential into value.
And that is where innovation stops being a concept…and becomes reality. 🚀